Chegou a hora de largar a fralda

Pais e professores precisam atuar em conjunto para identificar os sinais de maturidade das crianças e auxiliá-las a usar o vaso sanitário

 

A criança tem cerca de 2 anos, demonstra alguma segurança nos movimentos motores, possui autonomia ao falar e sabe controlar os esfíncteres, as estruturas musculares que regulam a retenção e a eliminação das fezes e da urina. Já avisa que quer fazer xixi e demora um tempinho para fazer cocô. Quer imitar os irmãos ou amigos mais velhos, pede para sentar no vaso sanitário e passa mais horas com a fralda seca.

Nós, adultos, por termos ultrapassado esse desafio há tanto tempo, às vezes nos esquecemos do elevado grau de exigência que é dar adeus às fraldas. O pediatra norte-americano T. Berry Brazelton, considerado um dos maiores estudiosos dessa passagem, resume o tamanho do desafio na introdução do livro Tirando as Fraldas. "Primeiro, as crianças devem sentir um movimento intestinal em curso. Então, devem conter esse movimento, ir aonde lhes dizem para ir, sentar-se - e fazer. Então, dar a descarga. Depois disso tudo, elas têm que assistir aquilo desaparecer para sempre. Nunca mais verão aquela parte delas novamente!" 

Brazelton é enfático ao afirmar que esse processo não pode ser forçado: é essencial esperar que a criança mostre sinais de maturidade para a retirada das fraldas (o quadro abaixo indica as principais pistas sobre esse momento). Nessa fase, pai, mãe e professores precisam se unir num trabalho de equipe, que pode durar de poucos dias a vários meses.

Passagem sem trauma 


A idéia é apoiar essa etapa sem deixar que a ansiedade e a pressão atrapalhem. "Com família e educadores de acordo quanto ao momento de início da retirada da fralda, é importante que os procedimentos sejam incorporados em casa e na creche", diz Beatriz Ferraz, coordenadora da Escola de Educadores, em São Paulo. Cabe à instituição de Educação Infantil se organizar para que esse processo seja vivido como uma boa experiência (leia na página 56 um projeto institucional sobre o tema).

O papel do educador é de um observador atento. Leva a turma ao banheiro regularmente, convidando todos a se sentar no vaso e entender sua função. E age junto às famílias para encaminhar a criança rumo ao desenvolvimento.
cuidados

"No começo do ano, perguntamos se os pais acham que seus filhos já estão preparados para iniciar a retirada de fralda. Se acreditam que sim, combinamos de tentar a mudança de hábitos", afirma Maristela Schupecheki Ferreira, professora do maternal da CMEI Professor Antônio Nunes Cottar, em Ponta Grossa, a 113 quilômetros de Curitiba.

No ambiente escolar, os cuidados incluem conversas com a turma, exercícios de troca de fralda com bonecos e preparação do banheiro para os pequenos. A CMEI onde Maristela trabalha tem vasos baixos. Uma boa dica é recomendar aos pais que adaptem os de casa com tampas menores, mais adequadas para a idade. "Isso ajuda as crianças a se sentir à vontade. Essa medida também transmite segurança, mostrando a eles que podem fazer xixi e cocô sem o risco de cair no vaso", explica.

Outra idéia é estabelecer uma rotina constante de idas ao banheiro. Para evitar a espera da turma, a professora Maristela divide tarefas com sua assistente. "Enquanto uma leva a criança ao banheiro, a outra fica na sala, brincando com massas de modelar e blocos de encaixe, ou envolvida em atividades de música, movimento e leitura", conta.

Vale discutir ainda uma estratégia bastante usada por muitas creches e famílias na passagem da fralda ao vaso: a introdução do penico. Embora não seja necessário - afinal, é mais uma coisa à qual a criança vai ter de se adaptar -, ele pode ser usado para dar mais confiança desde que fique sempre no banheiro, tanto por motivos de higiene como para acostumála ao espaço correto.

A BAILARINA

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
 
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
 
Não conhece nem mi nem fá
Mais inclina o corpo para cá e para lá.
 
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
 
Roda,roda,roda,com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
 
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
 
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
 
Mas depois esqueceu todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
 
Cecília Meireles

A Roseira

A roseira do quintal

Tem um cheirinho gostoso
Meu amor que é moreno
Tem os zóinho charmoso
 
Eu rodo a saia pra lá e pra cá
Eu rodo a saia para lhe chamar
No meio da roda nós vamos dançar
No meu coração você pode morar
 
Sugestão de como Brincar:
Ficam todos em roda.Uma pessoa ao centro vai andando devagar durante o primeiro verso que é mais lento até parar na frente do par,escolhido.Quando iniciar o segundo verso,os dois irão dançar no centro da roda;ao terminar,fica somente a pessoa que foi escolhida e assim sucessivamente até terminar a brincadeira.
 
Brincadeira tirada do Livro: Rodas e Brincadeiras Cantadas

INTRODUÇÃO À PSICOMOTRICIDADE

Foto: Diana Abreu

O que é?

Psicomotricidade é uma palavra longa com um significado bem simples: é a busca do equilíbrio entre as capacidades da mente e do corpo, psiquê e movimento.

Esse equilíbrio, essa troca que acontece entre o motor e o psíquico, é trabalhado pelo psicomotricista para melhorar a qualidade de vida das crianças no presente e ajudar no seu preparo para encarar o mundo na fase adulta. E isso tudo é feito do jeito que a criança mais gosta: brincando!
É por meio do movimento, da atitude, da interação com o psicomotricista, com as outras crianças, com o ambiente e com os objetos, numa situação controlada e dirigida para as necessidades do indivíduo, que colocamos corpo, movimento e desenvolvimento numa linha só, em equilíbrio.

Para quem?

Flávia Gazolli trabalha com a psicomotricidade aplicada às crianças que apresentem, ou não, dificuldades e/ou atrasos no desenvolvimento global.

A psicomotricidade pode e deve ser utilizada para um trabalho de manutenção e favorecimeto do desenvolvimento regular, como para trazer benefícios nos casos de necessidades especiais: deficiências sensoriais, motoras e cognitivas.

Para quê?

A maior dificuldade nos casos que podem ser tratados ou solucionados pela psicomotricidade é identificar sua necessidade.

Nesse ponto, a atenção dos pais, parentes e professores é essencial. 

Entre os casos em que a psicomotricidade pode ser aplicada estão:

Dificuldades psicomotoras: relacionadas à coordenação, tensão excessiva nas extremidades e articulações, distonias, lateralidade, equilíbrio, ritmo, esquema corporal, orientação espaço-temporal dentre outras;

Distúrbios de comportamento associados: agressividade, inibição, falta de limites, baixa estima, baixa tolerância à frustração e hiperatividade;

Distúrbios de aprendizagem: queda de rendimento, problemas de orientação espaço-temporal, dificuldade de expressão verbal ou gráfica, distúrbios de atenção e de tônus e lentidão.

Fonte : http://www.flaviagazolli.com.br/introducao.html

Roda de Escolha

É uma forma de sorteio que, geralmente, acontece antes de começar qualquer jogo. Este tipo de escolha evita muitos conflitos; afinal, não é fácil decidir quem vai começar um jogo e é muito comum num grupo surgirem diversas lideranças.

Lagarta Pintada

Lagarta pintada quem foi que te pintou? - Foi uma menina que aqui passou.

No tempo das areias, levanta poeira. Pega esta menina pela ponta da orelha.

Sugestão de como Brincar:

Ficam todos em roda com as mãos fechadas. Uma pessoa vai passando e batendo na mão de cada um até acabar a música. A pessoa que tiver a mão tocada no momento em que a música acabar; vai pegar na ponta da orelha de uma outra que estiver ao lado. A brincadeira se desenvolve até todos pegarem uns nas orelhas dos outros. O último que pegar na orelha poderá iniciar o jogo. Ao final, muda - se o último verso e todos soltam das orelhas.

Sugestões de Conteúdos para trabalhar com a Educação Infantil:

 

Bonecas de Massinha: 1

1 - Trabalhar as cores observando a natureza e as coisas feitas pelos homens.

2- Observar as formas na natureza e sua diversidade.

3- Trabalhar o desenho livres.

4- Entender e fazer auto - retrato.

5- Organizar retratos de toda família.

6- Pesquisar e criar novos tipo de (Chapéus, carros, casas, flores, sapatos, etc.)

7- Observar pinturas de objetos e recriá - los com estilo prórpio. (ex: carros)

8- Recortar e colar mostras de papéis e tecidos diferentes.

9- Recortar figuras diferentes com cores iguais.

10- Trabalhar com figuras iguais, uma colorida e outra preto e branco percebendo as diferenças.

11- Recortar de revistas fotos em preto e branco e fotos coloridas colando - as em locais diferentes.

12- Fazer óculos com lentes de papel celofane de diferentes cores e sair para observar a natureza.

13- Trabalhar a silhueta utilizando luz e um pano ou papel branco.

14- Trabalhar o contorno dos membros.

15- Mensagem com as mãos. (pare, tchau, venha cá, palmas, positivo etc.)

16- Trabalhar com legumes que destilam cores.

17- Observar jeitos de pintar de diferentes pintores, fazendo releituras de algumas obras.

18- Pesquisar diferentes elementos naturais (folhas, flores, frutos, terras, etc.) e fazer experimentos ao espremer os mesmos - registrar a experiência.

19- Construir imóveis com sucatas.

20- Trabalhar a dobradura.

21- Pesquisar diferentes tipos de fachadas de casas.

22- Pesquisar e recortar alguns objetos utilizados na decoração do interior das casas.

23- Perceber tipos diferentes de janelas e portas em livros.

24- Trabalhar com história desenhada.

25- Trabalhar com jogo de dominó com desenho.

26- Trabalhar com os diferentes tipos de sons.

27- Trabalhar com sons de animais.

28- Fazer com que a criança conte histórias próprias com começo, meio e fim.

29- Trabalhar com expressões fisionômicas.

30- Criar brinquedos que façam sons.

31- Trabalhar com a música em todo o seu universo.

Hoje vou estar colocando uma música do Trêm da Alegria para nós professoras estarem ensinando o Alfabeto para os nossos alunos.

                       

ALFABETO - TREM DA ALEGRIA

Composição: Ed Wilson E Carlos Colla

O que começa com , abacate e avião

O que começa com , brincadeira e beliscão
O que começa com , cachorrinho e caminhão
O que começa com , dado, dedo, dói, dedão
O que começa com , elefante e empurão
O que começa com , faca, foca e feijão
O que começa com , gato, garfo e garotão
O que começa com , hot-dog e hamburgão

A e i o u
Ba be bi bo ó
Ca ce ci co ó
Da de di do ó

O que começa com , Ivo, índio e injeção
O que começa com , jacaré e jamelão
O que começa com , lagartixa e lampião
O que começa com , marmelada e macarão
O que começa com , narizinho e narigão
O que começa com , olho, onze e oração
O que começa com , piniquinho, pinicão
O que começa com , quarta, quinta, sexta não

A e i o u
Ba be bi bo ó
Ca ce ci co ó
Da de di do ó

O que começa com , rabanada e requeijão
O que começa com , sapo, sopa e salsichão
O que começa com , talharim e tubarão
O que começa com , urubu e não sei não
O que começa com , vaca, vela e violão
O que começa com , xixi, Xuxa e xuxuzão
O que começa com , zero, zorro e zangadão

Eu acho que já sabe ler
Quem cantar essa canção

 

Texto para Reflexão...

     

Tudo Que Sei APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA...

Tudo que preciso mesmo saber sobre como viver, o que fazer, e como ser, aprendi no jardim-de-infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de curso superior, mas no tanque de areia do pátio da escolinha maternal.

Vejam o que aprendi:

*Dividir tudo com os companheiros.

*Jogar conforme as regras do jogo.

*Não bater em ninguém.

*Guarda os brinquedos onde os encontrava.

*Arrumar a "bagunça" que eu mesmo fazia.

*Não tocar no que não era meu.

*Pedir desculpas, se machucar alguém.

*Lavar as mãos antes de comer.

*Apertar a descarga da privada.

*Frutas e verduras fazem bem à saúde.

*Fazer de tudo um pouco-estudar,pensar e desenhar,pintar cantar e dançar, de tudo um pouco todos os dias.

*Tirar uma soneca todas as tardes.

*Ao sair pelo mundo, cuidado com o trânsito, ficar sempre de mãos dadas com o companheiro e sempre "de olho" na professora.

Rodas de versos

  

Participam dessas rodas meninas e meninos, algumas são marcadas pela inocência dos versos e pelo intuito de aproximação.

Brincadeira da Peneira...

Passa a Peneira menina

Menino vem peneirar

Diga um verso com rima

Quando a peneira parar

Peneira, peneira, peneira a passar

Peneira, peneira, quando a peneira parar

Versos:

*Atravessei o Paraiba

Em cima de uma canoa

Arrisquei a minha vida

Por um namorico à toa..

* Tu de lá, eu de cá

Passa o riacho no meio

Tu de lá dá um suspiro

Eu de cá suspiro e meio..

*Eu sou pequenininha

Do tamanho de um botão

Carrego papai no bolso

E a mamãe no coração..

*Eu de cá, ocê de lá

 No meio fica a lagoa

De dia não tenho tempo

De noite não tem canoa..

*A maré que enche e vaza

  Deixa a praia descoberta

 Vai-se um amor, vem outro

   Nunca vi coisa tão certa..

*Alecrim da beira d´água

    Pintadinhos de ABC

     Seja aqui ou acolá

   Eu me lembro de você..

* Bate bate sapatinho

   Na casa do sapateiro

 A solteira bate os olhos

 Quando vê rapaz solteiro..

Sugestão de como Brincar:

Todos em roda cantam a música, e ao mesmo tempo, vão passando uma peneira cheia de versos. Quando a música pára, a pessoa coloca a peneira na cabeça e recita um verso; se não souber, pode pegar um verso de dentro da peneira. Após recitar, a brincadeira prossegue. Os demais que estão na roda marcam a música na palma da mão.

Nota: O ritmo da marcação das palmas pode ser como a do Batuque do Estado de São Paulo.

Fonte: Brincadeira retirada do livro - Rodas e Brincadeiras Cantadas

Dicas para trabalhar com maternal.

                

Sugestões de Atividades:

- Controle dos esfíncteres, de forma gradativa e com grande paciência e estímulo/incentivo por parte do professor.

- Higiene Bucal após as refeições, estimulando e incentivando para o uso da escova.

- Alimentar-se sozinho, com ajuda do professor, aos poucos as crianças aprendem a levar a colher sozinha à boca.

- Introdução de alimentos sólidos, onde aos poucos as crianças deverão se alimentar normalmente, como as crianças maiores, tirando a sopa e a fruta.

- Estimulação do próprio corpo, identificando e nomeando as partes. Pode utilizar músicas e brincar de lavar a boneca. No banho também nomeia-se o corpo.

- Garatuja: folhas em branco, onde a criança poderá pintar com lápis, giz de cera e/ou guache (tomando muito cuidado para não levar à boca e aos olhos).

- Exercícios de encaixe, sempre incentivando para que a criança acerte. De início o professor deve ajudar a criança, até que ela consiga associar a forma ao buraco.

- Jogos de bola em rodas, promovendo a integração social, onde a criança deverá joga-la para o amigo, dizendo o nome (ou dito pelo professor).

- Trabalhos manuais com massinhas e argila, deixando que estes manuseiem bastante.

- Incentivo e desenvolvimento da fala, onde o professor deverá conversar e estimular para que a criança consiga manifestar o que quer, não permitindo que ela só se manifeste por gestos.

- Ampliar seu vocabulário, conversando diariamente, com a criança sobre os aspectos do dia-a-dia.

- Incentivar e permitir a fala da criança em todas as atividades possíveis, falando corretamente com a criança. Mostrar à criança a conveniência de falar em voz baixa, trabalhando com a criança o saber escutar.

- Apresentação das cores.

- Trabalhos com músicas gestuais, cantigas de roda e dança, estimulando partes do corpo.

- Contos de histórias curtas.

- Coordenação motora livre, como rasgar papel, brincar de massinha, etc.

- Brincadeiras de imitar os adultos, como escovar os dentes de bonecas, fazer comidinha, ir as compras, banho de bonecas, etc.

- Explorar o ambiente escolar, mostrando árvores, passarinhos, parquinho, etc.

O uso do parquinho diário, pois nessa idade a criança tem bastante energia e grande dificuldade de concentração, por isso todas as atividades devem ser curtas e com bastante estímulo/incentivo por parte do professor.

- Imposição de limites e boas maneiras, dizendo “não” à criança, toda vez que colocar em perigo si mesmo, os colegas, tias e o ambiente escolar.

- Traçados simples: Coordenação Motora.

- Formas Geométricas: círculo, quadrado e triângulo.

Estímulos para os bebês:

“O adulto precisa apresentar o mundo”

• Chocalho com garrafa pet, copo de iogurte, yakult...
• Saquinhos de cheiro feito com tnt algodão e vários aromas.
• Bolinhas de cheirinho feito com meia calça
• Caixa surpresa, encapada e com um buraco para caber a mãozinha do bebê.
• Tampas de Nescau com figuras.
• Cds com figuras, furado e usado como móbile.
• Abrir uma caixa de papelão e fazer uma casa, ou um carro.
• Janelinhas das sensações.
• CD com cantigas com voz de criança, músicas clássicas.
• Sagu com anelina dentro de peti, pode usar também gliter, lantejoula...
• Varal das sensações.
• Cestos dos tesouros.
• Pendulo com bola e elástico colado no teto.
• Soprar ( canudo grosso), fazer bolhas ensinar a criança a respirar pelo nariz( variar com gelatina colorida).
• Tnt, brincar colar gravuras em cima contar histórias...
• Marcadores textuais na história narrada pelo educador como: “aí, daí, então, depois, acabou”.
• Tambor com latas, usando balão e tnt com bastante cola como tampa, rolo com celofane numa ponta para olhar e falar.
• Cabides de fita e tampas com gravuras.
• Gravuras na altura da criança, no chão, teto...
• Propor sons: pam pãrarã, pim,pirim pimpim.
• Incentivar as crianças a tocarem a parte do corpo que diz a música.
• Móbile de abelha material: novelo de lã asa de balão e antena de palito no anzol, imitar o som da abelha zum, zum...

Sapinhos!!!

sapinhos feitos com E.V.A. Nós podemos usá-los para para decorar as agendas das crianças, colocar um recadinho carinhoso...

                                               Moldes

 

                           

Fonte: trabalho tirado do site -http://fazendoartenaescola.zip.net/

Ai, que vontade de morder

Antes de falar, muitas crianças usam os dentes para se comunicar. Saiba aqui como lidar com as mordidas.

A equipe do CEI Santo Antonio, em São Paulo, enfrentou uma situação delicada em 2006. Uma avó ao buscar o neto, saiu dizendo para a filha que a creche estava cheia de pitbulls, pois a criança de 2 anos tinha as marcas dos dentes de um colega no rosto. Outra mãe ouvia o comentário e foi reclamar com a diretora da Escola. "Ela sabia que é comum morder nessa fase da infância e não concordava com o rótulo dado para a turma de seu filho",lembra a coordenadora pedagógica, Elizabeth Bilezikjian.

Muitos professores enfrentam constantemente o choro de dor de uma criança e a reclamação de um pai indignado. Apesar de comum, a situação é um desafio na Educação Infantil. Afinal, por que os pequenos gostam tanto de morder?

Um dos motivos é a descoberta do próprio corpo. Desde o aparecimento da dentição até por volta do 2 anos, eles mordem brinquedos, sapatos e até os próprios pais, professores e amigos para descobrir sensações e movimentos. O psicólogo francês Henri Wallon (1879-1962) escreveu que assim a criança constrói seu "eu corporal". "É nessa fase, em que ela testa os limites do próprio corpo, onde o dela acaba e começa o da outra pessoa. E os dentes que estão nascendo estão em evidência", explica Heloysa Dantas, professora aposentada da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. O austriaco Sigmund Freud (1856-1939) também ajudou a entender as dentadas. O fundador da psicanálise definiu como fase oral o periodo em que a criança sente necessidade de levar à boca tudo o que estiver ao seu alcance, pois o prazer vital está ligado à nutrição.

Ela experimenta o mundo com o que conhece melhor: a boca.

Outra razão é a necessidade de se comunicar. Os pequenos não dominam a linguagem verbal e utilizam a mordida para expressar descontentamento e irritação ou para disputar a atenção ou objetos com os amigos.

Amor e carinho também podem ser expostos com uma mordidela, como fazem os adultos ao afagar os bebês.

"O professor precisa perceber qual sentimento está em jogo para agir sem drama",destaca a psicopedagoga Denise Argolo Estill, da clínica Infans Unidade de Atendimento ao Bebê, em São Paulo.

Sem rótulos nem drama

A separação dos pais e algumas situações novas vividas na escola podem gerar desconforto e insegurança. Sem poder falar, os dentes viram um recurso de expressão. Assim, fica fácil compreender por que as crianças que mordem não podem ser rotuladas. Além da descoberta do corpo e da expressão de sentimentos, elas ainda estão construindo a identidade. Quando estigmatizados, os pequenos sentem dificuldade em desempenhar outro papel que não o de agressor. "Eles podem ter dificuldades de se relacionar. O que seria uma fase transitória pode se cristalizar num comportamento permanente", explica Denise.

Para evitar que a história dos pitbulls se espalhasse e gerasse um mal estar maior entre os pais, a coordenação do CEI Santo Antonio chamou todas as famílias para uma conversa.

Não revelou para a avó indignada quem deu a mordida e acalmou os ânimos da mãe irritada com o comentário ouvido na porta da escola.

Na reunião, os pais aprenderam sobre o significado da dentada e se deram conta de que a situação é muito comum, tanto em casa como na escola, e não se trata de negligência por parte dos adultos.

A adaptação escolar é o período em que as mordidas mais aparecem. A professora Elsie Claire Canelas, do Jardim da Infância do Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, sabe que nessa época sua intervenção deve ser maior. "Peço à criança que mordeu que ajude a massagear a outra, pôr gelo no ferimento. O colega mordido vai se sentindo melhor até parar de chorar".

Compreeder essas questões pode ajudar professores e pais. Mas, ainda assim, o desafio permanece.

Se a criança com mais de 3 anos continuam a morder, cabe aos professores descobrir juntamente com os pais por que elas recorrem a esse mecanismo típico de outra fase do desenvolvimento. Se grande parte de uma turma morde com muita frequência, os professores e os coordenadores precisam se questionar e rever o planejamento: será que as atividades estão interessantes?

Não estarão faltando situações pedagógicas de desafio, brincadeiras, comunicação e expressão?

Como tratar os que mordem

* Não brigue com a criança, mas seja firme.

* Explique que ninguém gosta de sentir dor e peça ajuda para curar o machucado do colega.

* Descubra o que motivou o comportamento e mostre outras formas de expressão.

Como falar com os pais

* Não espere que a criança seja mordida para tratar do assunto. Esse é um tema para ser discutido no início do ano.

* Seja o primeiro a mostrar aos pais o ferimento da criança. Conte em que situãção aconteceu a mordida e afirme com segurança que não se trata de negligência da escola.

* Numca revele quem mordeu.

* Só avise os responsáveis pela criança que mordeu caso ela repita o comportamento mais vezes.

 

Fonte: reportagem tirada da revista Nova escola - Jaciara de Sá

 

 

 

  

O Sentido da Educação

"Nenhuma nação se afirma fora dessa louca paixão pelo conhecimento,sem que se aventure,plena de emoção na reinvenção constante de si mesmo,sem que se arrisque criadoramente."Paulo Freire"

"O que diferencia o homem do animal è o exercício do registro da memória humana".Vygotsky

A Educação formal e social, por vezes, corre o risco de acentuar as funções cognitivas e motoras, sem atentar na mesma intensidade para o desenvolvimento sensorial.

Nossa cultura ocidental, infelizmente, por diversas gerações vem transmitindo a educação do "não sentir".

Essa lacuna de sensitividade geral desequilíbrio no “ser”-uma perda de sentir,falta de “senso” que podem gerar: inibição, alienação, depressão, ansiedade, agressividade, falta de limites, etc.

Somos compostos de órgãos: olhos, ouvidos,nariz, boca e pele. Nossos cinco sentidos nem sempre são exercidos e organizados. Geralmente, os bebês são biologicamente organizados, praticam seus sentidos vendo, ouvindo, cheirando, provando, tateando.

As exigências  sociais acabam condicionando para a dominância do olho, evidenciando apenas um dos sentidos: o da visão. A sociedade humana valoriza o visual: ver para crer.

O problema da super valorização visual è que ela atende a separar, mantendo distante outros sentidos. O que  aconteceria com a questão do preconceito em geral, se todos fôssemos cegos?

A uma certa altura, paramos de nos tocar e tocar as pessoas, quase não expressamos nossos sentimentos.

Talvez por isso, na maior parte do tempo, nos encontramos tensos, ansioso, fora de contato com o todo de nosso corpo. Ficamos assim des/integrados, des/organizados.

Necessitamos re/equilibrar, atentar mais para o que acontece em nós e ao nosso redor. No dia-a-dia, acontece tanto distanciamento de nós mesmos com o mundo, que perdermos contato com a essência da natureza, ficamos destoados.

Precisamos exercitar a sensibilidade e isso pode ser feito de maneira lúdica desde criança. Neste sentido è que acredito que as rodas e brincadeiras cantadas ocupam importante papel no desenvolvimento humano. Através dos jogos e brincadeiras nos tornamos também seres mais alegres e criativos.

Ser criativo è uma percepção mais sensível do mundo e das experiências reservadas pela vida, é se permitir “brincar” com as coisas e com os conceitos, explorando idéias e situações pelo simples prazer de ver onde elas podem levar.

A Arte e a Educação valorizam a criatividade, andam de mãos dadas, pois junta se fortalecem no objetivo da transmissão de conhecimentos.

A construção do conhecimento se dá através de experiências concretas, segundo Piaget, e quanto mais lúdica, interessante e real for o processo de aprendizagem maior a assimilação.

Existem diversas propostas lúdicas, que fazem parte da identidade histórico-cultural de crianças brasileiras e que promovem o encontro da Arte e da Educação. São elas: brincadeiras de roda, danças, manifestações populares, músicas, pinturas, esculturas e as histórias de tradição oral que passam de geração a geração.

Jacqueline Baumgratz

Olá!!!!!!!!!!!!!!!

Tudo bem com vocês??

Esse blog vai ser sobre Educação Infantil.

Nesse blog nós vamos colocar vários assuntos

artigos e também brincadeiras para a Educação

Infantil.

Esperamos que vocês gostem do nosso blog.

Bjos!!!!!!!!!!!!!!!!!

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